Degustação Casa Marin

Na última quinta-feira – 5 de outubro – participei da degustação da Casa Marin no restaurante Rubayat no Jardim Botânico.

A Casa Marin fica situada no Vale de Casablanca no Chile e chega ao Brasil através da importadora Vinci.

O Vale de Casablanca é mundialmente conhecido por produzir vinhos brancos de grande qualidade como comprovado nessa degustação que comento brevemente cada rótulo abaixo.

Foram apresentados 9 rótulos sob a condução apaixonada da CEO e Winemaker Maria Luz Marin.

Sem a intenção limitar a expressão dos rótulos e nem querer transformar esse post numa aula mas cumprindo o papel de compartilhar minha análise sensorial dedutiva, relato resumidamente minhas impressões:

  • Casa Marin Riesling Miramar 2016 – é natural pensar em vinhos brancos feitos principalmente com a casta Sauvignon Blanc quando se fala do Vale de Casablanca. E o que dizer da Riesling? Ah! Um dos melhores brancos do mundo produzidos na Alemanha. Pois bem, a primeira taça do painel foi uma das criações mais entusiasmantes da Casa Marin, um Riesling produzido no Vale de Casablanca no Chile. Uma surpresa extremamente agradável que evoluiu muito em taça. Acidez assertiva e bem integrada. A nota mineral estava presente e ótima aromaticidade. Tão jovem e com grande estrutura, que me deixou animado por degustá-lo com alguns anos de evolução em garrafa. Vale muito conferir!
  • Lo Abarca Sauvignon Blanc 2016 – já na segunda taça, agora sim, chegamos ao Sauvignon Blanc do Vale de Casablanca. Posso dizer que foi uma mistura de tipicidade e referência. Pelo lado da tipicidade, acidez bem presente e nariz com notas herbáceas porém sem a característica nota de maracujá maduro muito encontrada em vinhos de clima quente. Pelo lado da referência, um vinho que me lembrou muito os rótulos produzidos na ilha sul da Nova Zelândia em Marlborough com a diferença no palato. Os neozelandeses são mais gordos. Resumindo, um vinho aromático e cativante.
  • Cartagena Gewürztraminer 2016 – o último branco que chegou nas minhas taças, foi um Gewürztraminer diferente de todos que já havia degustado do Novo Mundo. Lembrava os vinhos da Alsácia com um toque da tipicidade chilena. O que chamou a atenção de todos os presentes, foi a acidez elevada que o vinho apresentou. Aromaticidade típica dessa uva, estava presente, como a lichia mas um vinho extremamente equilibrado.
  • Cartagena Pinot Noir 2015 – sou um fã declarado não só dos vinhos Bourgognes mas, também, fã de carteirinha dos Pinots Noirs bem feitos. Esse foi o primeiro dos tintos do painel e impressionou pelo nariz elegante, frutado e com toques terrosos. Em boca mostrou-se equilibrado e manteve a elegância. Acidez na medida certa. Estagiou por 10 meses em barricas de carvalho francês. Um ótimo exemplar de Pinot Noir chileno.
  • Casa Marin Pinot Noir Litoral 2013 – o segundo Pinot Noir que foi servido pode ser resumido como longevo e extremamente macio mas, também, elegante, muito equilibrado e com ótima estrutura. Evoluiu muito bem em taça, abrindo seu leque aromático e manteve todos seus atributos. Um dos melhores Pinot Noir que já degustei do Novo Mundo. Fica a dica!
  • Casa Marin Syrah Litoral 2014 – é o mais novo membro da família Casa Marin. Um Syrah muito agradável com bom nariz e apresentando-se equilibrado em boca. Muitos dos presente ficaram encantados por esse vinho mas continuo com a minha escolha do Casa Marin Pinot Noir Litoral 2013. Com tempo de taça, esse Syrah mostrou uma nota de cânfora. Não sei se isso é bom ou ruim, não me incomodou mas achei válido pontuar essa característica que se mostrou marcante quando deixado descansando na taça.
  • Lo Abarca Cabernet Sauvignon 2016 – o representante da Cabernet Sauvignon vem da famosa região do Vale de Colchagua. Um vinho com bom corpo e com retrogosto bem agradável. Cumpre seu papel com certa elegância, com presença em boca e boa persistência gustativa. Maturou 25% em barricas de carvalho americano durante 3 meses. Madeira muito bem integrada ao vinho.
  • Lo Abarca Carmenère 2016 – este carmenère da linha Lo Abarca é a mais recente criação da Casa Marin. Começamos muito bem, com um rótulo desta casta no Chile que não apresenta muita pirasina, ou seja, as fortes notas de pimentão verde, que pra mim, em particular, causam bastante incômodo aromático. Apresentou frutas vermelhas maduras com taninos macios e envolventes. Com 25% do vinho permanecendo em barricas de carvalho americano, com as notas de madeira se integrando bem ao frutado do vinho.
  • Cartagena Carmenère 2015 – expectativa alta para o segundo carmenère da tarde e o último do painel. A palavra que vem na memória é Sofisticação. Muito elegante e mineral. Belíssimo exemplar chileno desta casta. Perfeito para fechar uma tarde agradabilíssima com a produtora da Casa Marin. Maturação de 25% do vinho permanecendo por 3 meses em barricas de carvalho americano.

A importadora Vinci chegando forte no mercado carioca com os vinhos da Casa Marin.

Saúde e até a próxima,

Rafael Puyau

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.